Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

20.15

Pedro fecha a porta atrás de si. Pela casa percorre o eco da acção (*). É bem assustador estar ali sozinho.

Na casa repousam caixas de comida: pizza, chinês, frango, tudo encomendado. Hoje ia ser indiano. Estava a pensar no que iria escolher, quando soa o toque do telefone.

- Pedro? Filho? - chama uma mulher do outro lado da linha.

- Olá mãe. Então como vai aí a praia em Punta Cana?

Ouve-se um pequeno (e acrescente-se desconfortável) silêncio, seguido da resposta atabalhoada:

- Hmmm... É uma viagem de negócios querido!

- Esqueceste-te do programa em casa.

Silêncio maior.

- Olha, sabes como é o teu pai...

- Não é meu pai. - interrompeu.

- De qualquer maneira, como estão as coisas por aí? Está tudo bem contigo?

- Está.

- Filho, por mim levava-te, a sério que sim, mas o Ramiro queria ir agora e o Ramiro...

- Não gosta de mim.

- E tu também não gostas dele! Foi o mais acertado, deixar-te aí.

- Estás com medo do Ramiro, mãe?

- Claro que não, tontice. Olha, vou ter que desligar, este número é do hotel, se precisares de alguma coisa liga para aqui. - e desligou.

Havia algo de estranho no tom de voz da mãe, nervosa ou ansiosa, até preocupada. Será

que ela se preocupava mesmo com o filho? Ou passar-se-ia outra coisa? "Bah, a culpa deve ser do Ramiro.", pensou. Embora pensasse isso do padrasto, a verdade é que Pedro não sabia muito sobre ele. Apenas sabia que era um grande empresário, e nada mair, não só porque não lhe interessava, mas porque o padrasto também não era de muitas comunicações.

Tentando esquecer o assunto, encomendou indiano e foi para o quarto tocar guitarra.

 

 

(*) - nota: não sei bem se percebo o que queria dizer com aquilo, interpretem à vossa maneira pessoal!

 

--

 

Acabei de me esbofetear pelo atraso, sei que estavam à espera há algum tempo!

Mais drama, confissões e porrada, nos próximos capítulos!! E obviamente mais gaffes e erros descomunais na escrita ;D



publicado por Caff Eine às 15:50 | link do post | comentar

1 comentário:
De a 22 de Setembro de 2009 às 18:30
Não sei se "mã" no 4ºa parágrafo é um dos erros descomunais de que falas ou se sou eu que não me entende com o calão das abreviaturas que rouba a personalidade às palavras :p

Pressinto violência doméstica no ar. E na história, não aí em tua casa, onde confessas que acabas de te esbofetear - e merecido, que esta pausa toda não se justifica em tempo de férias. lolol

**


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