Domingo, 11.09.11

tem aproximadamente a minha idade, é alto e de porte forte e masculino.

o cabelo num desalinho encaminhado, e um sorriso bem guardado. mas nada disto importa quando descrever o olhar dele.

cinco mil tempestades furiosas se aproximam ou então é desarmada toda a sua entrega e paixão, não consigo saber o significado do seu olhar.

 muitas das vezes que o observo, é através da lente da minha câmara. sou eu que observo e fotografo. se sou eu, porque me sinto ao mesmo tempo totalmente exposta? de uma maneira corriqueira: não há mais ninguém à nossa volta. não há pessoas, nem luz, nem ar, nem som, aqueles olhos bem abertos conferem-lhe uma aura que absorve tudo e todos. talvez um grito "ESTOU AQUI".

 não percebo, não precisas gritar, já te tinha

visto


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publicado por Caff Eine às 00:35 | link do post | comentar

Sexta-feira, 02.09.11

o sujeito passou com pressa. levava uma pequena mala de viagem com rodas, e uma pasta de pele, castanha e de ar usada, sobre a mala preta. quanto ao sujeito, de cabelo grisalho, comprido, quase caido nos ombros, provavelmente estaria na casa dos 60 anos. era alto, magro e com um aspecto pouco saudável, olheiras fugazes e barba por fazer. o fato assentava-lhe mal, era largo e comprido e o cinto de nada impedia as calças de caírem, que ele num gesto rápido e vão subia, deixando entrever a camisa azul bebé debaixo do blazer horrendo.

 

-

 

um dos rapazes era loiro. ambos eram altos, mas este era extraordinariamente esguio. tinha uma expressão vivaz, os seus olhos azuis procuravam atentamente a informação de um certo vôo no painel de embarque. sobre a testa caíam madeixas de cabelo fino e loiro, uma moldura perfeita para a tez pálida do quadro que era a sua face. parou por segundos ao meu lado enquanto analisava escrutinosamente (porém discreta e tranquilamente) o seu redor. assim que obteve a informação pretendida partiu para o meu lado direito, com uma grande mochila de campismo às costas, de casaco e calções que deixavam perceber o quão finas e lisas eram as suas pernas.

 

-

 

é nos aeroportos e outros sítios com grandes multidões que me apercebo desta mania estranha que tenho. há pessoas que me prendem o olhar, fico a vê-las passar e imaginar tudo sobre as suas histórias. por isso talvez às vezes me canse de andar em sítios com grandes aglomerados de gente. 



publicado por Caff Eine às 01:06 | link do post | comentar

vvjamie

 

esta banda mudou-me


música baby says - the kills

publicado por Caff Eine às 00:49 | link do post | comentar

Sábado, 08.01.11

lembrei-me que tinha um blog!

está cheio de pó mas até acho piada escrever nele, porque se nem eu me recordava da sua existência, quem se há-de recordar?

posso postar o que quiser, que sentimento de liberdade (risadas assustadoras)

vamos por tópicos então!

 

hmm, saldos... ainda não comprei nada, mas estava a pensar investir numas malhas, alguns padrões leopardos e riscas no estilo náutico. ah e o meu clássico verde tropa num casaco (já estou farta desta cor mas ela persegue-me!!)

 

música, tenho ouvido um pouco de tudo, sobretudo oasis. podem dizer o que quiserem a mim que me importa se a sua influência nos beatles é visível a olho nú, as canções não deixam de soar a oasis. fora estes tipos de manchester, um pouco de dead weather (a mosshart está super bem nos dois álbuns), vampire weekend (comecei pelo mais recente e estou agora a analisar melhor as primeiras músicas), arctic monkeys (humbug, principalmente), e um pouco de Drums, Hives, Strokes e Razorlight. sem esquecer Kings of Leon, que embora estejam extremamente comerciais, agradaram-me mais com o Come Around Sundown do que com o Only by the Night.

 

mas isto é um blog fantasma afinal de contas, porque não dizer algo mais pessoal e aparvalhado!?

estou há meia hora a pensar, à procura de algo que mereça estar aqui

as tardes na cidade com os amigos?

conversas que descosem as costuras do nosso interior, que nos expoem a alguém que nos compreende totalmente?

o simples cheiro de um café acabado de tirar? o prazer de matar um vício, sem arrependimentos?

acordar cedo para apanhar o autocarro e ver meio copo cheio por causa de um bom tempo no café a ouvir música e tagarelar?

comer cheetos nas escadas do cinema, tal qual sem abrigos?

falar francês e inglês nas ruas rindo das reacções dos outros?

sim, penso que tudo acima é bastante pessoal e no entanto há tanta gente que o faz. mas não me importa porque a mim diz-me qualquer coisa!

 

props para o pessoal ;) (mais risos)

 

 



publicado por Caff Eine às 23:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 22.08.10

cinco minutos para pedir desculpa a quem lê ou lia o meu blog!

não só não tenho tido tempo como também não tenho pc e a minha casa está num caos grande demais para eu encontrar as folhas do "the tale"...

vim hoje do algarve e com ideias de postar a minha opinião de um filme que vi lá, se puder, antes do fim da semana cá estará!

 

 

boas férias, ou bom trabalho, consoante as sortes!

 

 

 


sinto-me num turbilhão
música live forever - oasis

publicado por Caff Eine às 21:26 | link do post | comentar

Quinta-feira, 01.04.10


arriscar

arriscar, v. tr. pôr em risco; aventurar; v, refl. aventurar-se.

 

 

hoje fui passear e ia fotografando as paisagens, disse boa tarde a toda a gente e no fim comi um gelado na lena. não foi grande risco!

o que é arriscar para vocês?

 

 

 

 

"like a tramp/ and without amp/ give me a guitar/ 'n I'll go far"

 

 

 

p.s.: a minha única mentira do dia foi dizer que tinha visto o David Fonseca à saída de um restaurante, ahahah

 


sinto-me
música Hard Sun - Eddie Vedder

publicado por Caff Eine às 21:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sábado, 06.02.10

A semana foi passando, e nada de pazes à vista. Pedro e Bastos provocavam-se um ao outro, Marta regozijava-se com o seu "troféu" e Lúcia não sabia o que fazer.

Estavam no último período, só haviam mais 2 testes para salvar Pedro de ficar retido. Mas entre os últimos problemas esse era certamente o menor dos seus problemas, e, como planeava convencer a mãe a inscrevê-lo na escola de guitarra, nem sequer considerava a ideia de se esforçar.

Infelizmente o professor de Filosofia tinha pedido um trabalho, algo acerca de problemas sociais, e, ironia do destino, a sua companheira de trabalho era Lúcia. "Se quiseres, vens a minha casa no sábado...", dissera ele, lentamente, quase parecia ter a boca seca. Custava-lhe um pouco ir ter com ela, mas ao mesmo tempo uma saudade enorme insinuava-se. Queria que voltasse tudo ao normal, queria voltar a estar com aquela paz de espírito, contar histórias e rir-se sem amanhã. Mas não ia dar o braço a torcer nunca, isso não. Rapaz orgulhoso. E então agora que ela e Bastos estavam tão íntimos, a distância parecia ainda maior. Lúcia conseguira em menos tempo aquilo que Pedro não conseguira em anos: uma amizade sólida. Bastos era mesmo muito distinto e embora gostassem de divagar sobre música e compusessem algumas coisas em conjunto, não passava disso.

Era uma sexta feira, o tempo estava nublado, com um horrendo calor abafado, e Pedro voltava para casa à boleia de Marco. Qual não foi a sua surpresa quando viu bagagens nas escadas e a porta principal aberta. "M*, esqueci-me que era hoje que chegavam!"

- Xii, a minha mãe e o Ramiro chegaram.

- Boa sorte pá, - encorajou Marco, do lado de dentro do carro. - vemo-nos amanhã no ensaio.

O rapaz nem teve tempo de traspôr a ombreira da porta, pois um par de braços o agarraram com uma força enorme. Quando pode levantar os olhos, estes nem queriam acreditar no que viam. Não era a mãe que o abraçava, era o padrasto. Estava com um ar preocupadíssimo, não ia nada bem com a sua habitual expressão de arrogância. Parecia outro até.

- Pedro, estás bem? Está tudo bem? - disse nervoso.

"Ok, estranho.", pensava o rapaz.

- Sim, es-está. - retorquiu, um pouco a medo.

- Olha, escuta, preciso de te contar uma coisa.

 

-*-

 

Como se pode constatar, encontrei o caderno! 3 vivas! E, como também se vê facilmente, a novela está mesmo a começar. Meeeeesmo. Preparem-se...

 

Beijinho *


sinto-me sonolenta
música Elvis - Blue Suede Shoes

publicado por Caff Eine às 22:29 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Sábado, 16.01.10

Bom ano para todos, com um ligeiro atraso. Para além de ter perdido o caderno com a história (parte dela ainda não estava no pc), tenho andado por aqui a procrastinar, ou simplesmente metida noutras coisas.

 

-Estou abalada ainda com o que aconteceu no Haiti. A televisão não só informa como choca. Repetir vezes sem conta as imagens de uma senhora presa debaixo de escombros, ferida e ensaguentada é uma boa maneira de por os sensíveis presos ao ecrã com olhos esbugalhados. Vou então pensar em qualquer coisa para os ajudar, tal como vocês também deviam fazer

 

-Portugal em média produz 200 toneladas de laranja por ano, o que nem dá para todos nós bebermos um copo de sumo nacional por dia. É claro que olhamos para os números de Espanha e vemos 2,1 milhões de toneladas. E fomos nós que trouxemos este citrino para cá no século dezasséis. e nós que levámos as tulipas para a Holanda, e nós que criámos o supostamente "britânico" chá das cinco. Por isso dêem-me licensa mas vou plantar umas laranjeiras no quintal e umas tulipas no jardim, logo a seguir a beber uma chávena de goreana.

 

-Como é possível um professor de artes ser avaliado por um de educação física? Ah, esperem, esperem, vivo em Portugal, uma enorme casa de bonecas com a qual um grupo de crianças ignorantes brincam. Venham para a rua, voltem para a escola, passem uma semana connosco meus caros doutores slash deputados slash "intelectuais". E parem de pôr o desporto e a arte na gaveta, é inacreditável como cheira a mofo aqui.

 

-Parabéns para o 5 para a meia noite (como se os teus parabéns importassem), excelente programa da rtp2, que todos deveriam ver! Não só é hilariante, como ao mesmo tempo leva pessoas talentosas e das mais diversas áreas, com as mais diversas personalidades, e trata de assuntos sérios. Pouco tempo, orçamento provavelmente limitado (mas ei, têm uma nova grua no estúdio!), e uns quantos momentos, epá, não embaraçosos, mas pouco usuais na TV, e mesmo assim digno de se ver. Filomena Cautela segunda, Alvim na terça, Nilton na quarta, Pedro Fernandes na quinta e Boinas na sexta. Convidados e rubricas diferentes, e o mesmo verbo para os cinco. Imperdível

 

É realmente incrível, esta foi uma entrada totalmente diferente do que costumo escrever. Peço desculpa pelos erros, e pela minha aparente revolta em certas frases. Não é raiva nem revolta, mes amis, é ironia.

 

Então um bom fim de semana para todos, e mais uma vez bom 2010!

"Eu amo você!!!"


sinto-me uma sapatilha?
música faz-me favas com chouriço, o meu prato favorito, lalala

publicado por Caff Eine às 14:46 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Domingo, 15.11.09

 

Ah, o Domingo, a celebração da preguiça.

Um dia inteiro para ler, desenhar e passear pelas galerias do deviantArt, ao som de uma boa banda (Franz Ferdinand talvez)... Rever as Vogues enquanto se trinca uma castanha quentinha, ver TV confortavelmente instalada no sofá, lareira acesa, chávena de chá na mão.

É claro que há uma grande porção de domingos passados a fazer trabalhos em cima do joelho (não fosse eu uma grande procrastinadora), mas este não é o caso. É mesmo um daqueles que eu gosto, já com cheiro a férias!

 

Um chuvoso, ventoso, mas bom Domingo para vocês pessoal!

 

P.S.: Não sei bem porque pus maiúscula no Domingo, talvez o tenha feito em jeito de veneração...

2º P.S.: Este 1º período não dá com nada, é o mais longo do ano lectivo. Isto é um caso bem visível de tortura, um atentado à minha sanidade mental. Quer dizer, 13 testes, trabalhos finais e mini-fichas? Não dá com nada! Bem, já me queixei, já estou satisfeita


sinto-me epá, assim!
música Fade Together - Franz Ferdinand (oiçam,a sério!)

publicado por Caff Eine às 17:23 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Terça-feira, 29.09.09

 

Sábado à noite

A banda fazia os últimos ajustes de som. Pedro olhava irrequieto à volta, ainda com uma fraca esperança de que Lúcia estivesse presente.

-Olha, a Lúcia não veio! – constatou Timas olhando para o público.

- Ainda bem. – respondeu secamente, concentrando-se na sua guitarra.

Nas filas da frente, Marta desesperava:

- Porque é que ele ignora os meus acenos?

- Se calhar ainda gosta da Lúcia…

- Cala-te Xana!

- Calem-se vocês as duas, o Artur está a tocar! – pediu Tiff, toda maravilhada pelo cómico Rambo.

(…)

A campainha da escola faz-se ouvir, mas ninguém diria. Grande parte dos alunos continuam a falar do fim-de-semana, e só ao segundo toque é que se decidem a entrar.

Uma turma de Ciências, ligeiramente mais animada, hesita em confrontar-se com o professor, que vem à porta resmonear:

- Eu já sei o que o Artur fez, e não mordo! Façam o favor de entrar!

Aparentemente estavam todos a tentar encontrar uma maneira de dar a volta ao assunto mas o professor parecia adivinho. É que Artur tinha um certo gosto por experiências extravagantes e o resto da banda tinha que encobri-las de vez em quando. Já roubar ingredientes de um laboratório foi coisa que eles não conseguiram esconder…

Um a um, foram-se sentando e tirando o livro da mala. Marco, conversador como sempre, mete-se com a companheira de mesa:

- Então Lúcia, não vieste ao nosso concerto no sábado?

- Não, gostava muito de ter ido mas…

- O Pedro procurou-te…

- Procurou? – perguntou corando.

- Ya, o Timas viu-o a procurar-te no público…

Virou-se para Pedro, que a olhava esgazeado como era habitual, perdido em pensamentos talvez. Nem reparou que ela lhe tinha devolvido o olhar a sorrir e ruborizada.

 

--

 

Possa malta, em relação ao caderno vou mesmo atrasada aqui no blog! Eu simplesmente não consigo escrever directamente no pc...

Desculpem o atraso e preparem-se para mais drama e cenas de novela!

Beijinho


sinto-me aplicadinha
música I'm not Your Toy - La Roux
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publicado por Caff Eine às 16:05 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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